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Thursday, May 30, 2013

Semana Santa em Muriú

Logo no começo da minha amizade com a Família Guerreiro, o mais próximo de mim era Clóvis. Depois é que desenvolvi maior amizade com Bal, até porque tínhamos idade mais parecida.

Mas na primeira vez que cheguei na casa da família em Muriú, fui levado pelas mãos de Clóvis. Era semana santa e logo ao chegar soube porque o Seu Omar era tão falado na roda dos amigos.

Fui cumprimenta-lo e ele foi logo me perguntando: “Trouxe o que? Pergunto pois Luis Cláudio veio aqui e trouxe metade de um pacote de macarrão e três quartos de um frango pra passar o mês inteiro. Esperava que você tivesse trazido mais, mas não vejo nada nas suas mãos”.

Evidentemente que ele estava brincando, mas do jeito que falava, parecia estar bem sério e pior ainda quando o sujeito não conhece. Quando acontecia isso, Dona Regina sempre vinha em nosso socorro.

O feriado passou-se com tiradas como essa o tempo todo. Ninguém conseguia ficar sem dar risadas ao lado do Seu Omar. Eis que na hora de ir embora no domingo à tarde, pois ainda pretendíamos ir à domingueira da boate pool music hall , comandada pelo nosso amigo Bruno Mentirinha, Seu Omar ainda bebia e comia com seus convidados na varanda da casa.

Dona Regina, como sempre muito atenciosa, disse pra mim: “Meu filho, volte sempre, a casa é sua. Espero que tenha gostado.”

Seu Omar respondia, sem o menor constrangimento, na frente de umas dez pessoas convidadas dele: “Claro que ele gostou, Regina, o que você acha? Não trouxe nada e ainda teve tudo do bom e do melhor”.

Ela se fez de surda aos comentários do marido e continuou, maternalmente: “Venha cá me dá um beijo antes de ir”.

Aí foi demais pro Seu Omar, que levantou-se e berrou: “Assim é foda, o cara vem pra minha casa, come de graça, bebe de graça, e no final ainda vem beijar a minha mulher. Vá pra puta que pariu!!!”

Não é preciso dizer que ninguém se agüentou e eu não tinha lugar pra enfiar a minha cara.

Tuesday, May 28, 2013

Qual cinturão?

Como num ato de sadismo extremo, o seu Omar obrigava Bal a ir pegar o cinturão toda vez que ele julgava ser necessário dar uma surra nele. Em uma dessas noites de surra anunciada, Bal foi buscar o cinto pra apanhar.

Chegando ao quarto onde o cinturão estava pendurado, ele avistou um cinto felpudo de roupão e rapidamente imaginou que apanhar com o cinto fofo doeria menos. Não teve duvidas, agarrou o bicho e levou pro pai.

Seu Omar, ao avistar aquele cinto de roupão nas mãos do filho, não se conteve e começou a rir. Mas como era velha raposa, não podia perder a moral e sentenciou:

- “Vou lhe dar o direito de escolha por você ter se mostrado um sujeito inteligente. Você prefere 50 cintadas com esse cinto do roupão ou 10 com o cinturão de couro?”

Bal, sabendo que mesmo sendo fofinho, 50 laboradas não são fáceis e optou pelo velho método a qual estava acostumado. Foi destrocar os cintos e novamente foi dormir com couro quente, pois mesmo com a brincadeira, a punição não foi suspensa.

Thursday, May 23, 2013

Sem acenos

Outro dia, Eu e Bal estávamos andando pelas ruas de Morro Branco e nos deparamos com o Seu Omar, que passava sério e calado no gol branco da Secretária da Fazenda, pois o mesmo era fiscal de renda.

Ao avistar o pai, Bal acena, numa tentativa de fazer com que o pai acenasse de volta. Sem sucesso, ele começa a gritar, e mesmo assim não é correspondido. Alem dos gritos, ele começa a pular e mexer os braços, num gesto parecido com alguém que está se afogando.

Seu Omar que a tudo assistia impassível, somente acompanhou aquele triste espetáculo com a vista e foi embora, sem sequer dar um balançar de cabeça pra Bal.

Chegando em casa, Bal injuriado foi questionar o pai o porque dele não falar com ele na rua, queria saber se ele estava com raiva dele por algum motivo, que ele poderia se explicar pra atenuar a raiva do pai ou qualquer coisa assim.

Foi então que Seu Omar respondeu pra Bal numa lógica simples, comum somente aos gênios:

- Aníbal, eu falo com você toda hora em casa, porque haveria de falar também na rua? Quem você pensa que é, alguma estrela de Hollywood pra ter toda essa atenção?

Tuesday, May 21, 2013

Regina, é dado!!

Seu Omar Guerreiro, que Deus o tenha, era o pai dos três famosos irmãos, meus amigos Clovis, Guilherme e Aníbal. Um belo dia, Aníbal, mais conhecido como Bal, me convida pra almoçar na casa dele.

Ao chegar na mesa, o Seu Omar, já estava sentado na cabeceira comendo, sem muito dialogo com ninguém. Nos sentamos animados, conversando e rindo, e seu Omar parecia incomodado com o barulho, pois levantava a vista pra nos observar e balançava a cabeça toda vez que o barulho ultrapassava os decibéis estabelecidos por ele como suportável.

Eis que chega Dona Regina, a esposa do Seu Omar e pergunta o que iríamos comer. Dissemos que trouxesse qualquer coisa. Então, ela como sempre muito gentil e hospitaleira, pergunta se eu desejaria um bife à milanesa ou um bife normal, pois segundo ela, Guilherme não gostava de bife a milanesa e eu quisesse, ela prepararia um sem ser a milanesa, pois o que tinha pronto era a milanesa.

Eu insisti dizendo que trouxesse qualquer um, e que alem do mais, disse também que eu adorava bife à milanesa. Novamente ela insistiu na historia do bife, dizendo que se eu não gostasse, ela prepararia outro, que não daria trabalho algum.

Nesse instante, seu Omar que a tudo assistia calado, bate na mesa e diz a frase que ficou famosa:

- Regina, é dado, Regina, entrega qualquer tipo de bife pra esse filha da puta ai que ele não está pagando nada aqui!!!

Finalmente ela então trás o tal do bife a milanesa. Começamos a comer rápido, pois tínhamos alguma coisa pra fazer e não queríamos perder tempo. Olhando pro meu ritmo, seu Omar disse outra frase que foi motivo de riso durante muito tempo no meio da turma:

- Das Cachorras, coma devagar que a comida não vai fugir do prato, porra!!!

Esse era o Seu Omar. E essas foram as duas únicas frases que ele disse durante todo o dia. Isso é o que posso chamar de alguém que usa eficientemente o verbo. O melhor exemplo de otimização da comunicação oral. Poderia até dar aula na faculdade de administração e garanto que faria um sucesso tremendo.

Monday, April 29, 2013

Nocaute em Vitória

O segundo e ultimo ENEAD que participei teve lugar em Vitória do Espírito Santo, maravilhosa ilha do sudeste brasileiro. Tudo ocorria perfeitamente bem, se é que podemos dizer que algo corre perfeitamente bem em um ENEAD.

Preparamos um churrasco no gramado que existia do lado de fora do nosso alojamento. A bebedeira começou lá pelas onze da manhã. Quando o relógio já marcava sete da noite, e com o teor alcoólico bem elevado, começa-se alguns casos de memórias amorosas.

Nesse sentido, o meu amigo Vaguinho contava-se de um caso que ele tinha com uma menina desde que era adolescente, coisa e tal, ainda quando morava no Rio de Janeiro. Como o assunto era mais delicado, nos distanciamos dos demais e fomos beber embaixo de um poste de luz, do outro lado do jardim.

Conversa vai, conversa vem, minha cerveja acaba. Eu grito pra Robson me jogar outra latinha. Ele pergunta se eu tenho certeza e eu digo que sim, que jogue logo essa porra.

E ele o fez. A trajetória da lata pode ser descrita como um arco. Ele jogou a lata pra cima, pra que quando estivesse caindo, chegasse às minhas mãos. Mas quando olhei pra cima, fiquei cego devido a luz do poste e a latinha fechada foi de encontro justamente à minha boca. Foi nocaute instantâneo. Cai e todos correram pra ver o estrago.

Pra dar uma de bichão, eu me levantei, ainda grogue, e disse que estava tudo bem, que nada demais havia ocorrido. Foi quando observei a careta de espanto que Vaguinho fez ao olhar pra minha cara. Olhei então pra minha camisa, que era branca, e estava vermelha. Passei a mão na boca e o lábio superior agora eram dois.

Comecei a entrar então em desespero. Vaguinho me pega pelo braço e me leva pro ambulatório. Os enfermeiros de lá fizeram a mesma cara de nojo. Disseram que eu tinha que ir pro hospital, que ali eles não eram capazes de dar pontos. Deram então um ponto frio (juntaram um corte e colocaram uma espécie de esparadrapo) e mandaram chamar alguém da organização pra me levar pro hospital.

Arranjaram-me um sujeito chamado Luciano, que estava muito doido de maconha. Entramos no seu corsa vinho e o bicho mandou os pés. Passava sem parar em qualquer quebra-mola, o que fazia minha dor aumentar umas dez vezes a cada paulada.

Disse a ele que fosse devagar nos quebra-molas, que eu podia agüentar a dor da espera, mas não a dor do solavanco. Foi inútil. Ele não escutava, estava muito doido pra isso. Mandei então ele se fuder e ficava em pé a cada quebra-mola, no banco de trás, pra tentar suavizar o impacto.

Chegando no hospital, Vaguinho quase quebra tudo, esculhambando o estudante plantonista pois o mesmo me mandou ir pro final da fila e na fila tinha umas 15 pessoas, com problemas menores. O maconheiro que nos acompanha apenas assistia calado ao espetáculo. Resolvemos voltar ao campus, e novamente lá vai quebra-mola pela frente.

Uma vez de volta à UFES, eu queria matar o puto. Foi ai que encontramos a minha salvação. Como se diz, esperança vem em várias formas. Ela era uma das chefas da organização, chamava-se Mariana e por sorte, o pai dela era o diretor do hospital público em que estive, uma espécie de Walfredo Gurgel. O detalhe era que eu tinha um plano de saúde da Hapvida que não era aceito em Vitória.

Quando soube do ocorrido e tentando mostrar que era “a poderosa” muito mais do que me ajudar, ela agarra no celular e telefona pro pai imediatamente, ordenando que o mesmo fosse pro hospital, que ele em pessoa iria dar os pontos na minha boca, que não parava de sangrar.

Lá vamos nós pro corsa vinho de novo e tome quebra-molas novamente. Dessa vez Vaguinho ia atrás comigo, pois a jovem ia na frente com o Luciano. A menina ia se segurando onde podia, mas não pedia pro cara ir devagar, o que me fez acreditar quer aquilo só podia ser putaria.

Dito e feito. O pai dela chega e já tem uma sala pronta pros procedimentos. O detalhe era que ele era vascaíno e ao saber que eu era flamenguista, já me ameaçou de deixar uma cicatriz à la frankstein. Tudo era brincadeira, e no final das contas, ele fez um excelente serviço e a Mariana já estava mais calma e também parecia uma pessoa boa.

Quando fomos nos despedir do médico já no estacionamento, Vaguinho fez questão de lembrar ao médico:

- A propósito, viemos aqui antes e tentamos ser atendidos, mas um filha da puta careca, estudante de medicina, foi muito grosso conosco e disse que a gente esperasse que talvez na manha seguinte pudéssemos ser atendidos, mesmo a gente dizendo que éramos amigos da Mariana e que estávamos no congresso de estudantes de administração, o que evidentemente era mentira, pois não mencionamos o nome de Mariana, pois nem sabíamos da existência dela no começo.

O médico ficou injuriado com o descaso para conosco e para com a sua filha e conseqüentemente com ele e disse que iria tomar as providencias dele, que o mencionado estudante estava em condições precárias de notas e que ele daria um jeito pra ele pagar a sua disciplina novamente, uma vez que o diretor também ensinava na faculdade de medicina.

E fomos pra casa satisfeitos, eu com a boca costurada e Vaguinho com a alma lavada, de saber que o abusado estudante teria que ter mais alguns meses vendo a cara do professor novamente.

Thursday, April 25, 2013

O gol virado

Como havia dito anteriormente, Marcio Careca tornou-se alvo das brincadeiras sem noção de Alberto. Quando o Careca comprou um gol branco zero kilometro, evidente ficou muito orgulhoso de sua aquisição. E cuidava muito bem do carro, como deve ser feito, lavando a viatura de manhã, de tarde e de noite.

Alberto sabendo do zelo do crioulo com o carro e num desejo continuo de zoar com a cara do Careca, coloca um anuncio nos classificados do Diário de Natal, no sábado, que dizia que o senhor Marcio tinha um gol pra vender, seminovo, mas que havia sido virado e o valor do mesmo era mais ou menos de uns 10% do valor que Marcio havia pago poucas semanas antes. E colocava o numero do celular de Marcio pra maiores informações.

Eu estava no carro com Marcio, vindo pela Prudente de Morais, sentido Candelária-Lagoa Nova, mas na verdade estávamos indo pra Rodoviária, onde Marcio tinha uma lanchonete.

Pra isso, estávamos parados na Prudente com a rua da rodoviária, ali onde fica o cartodromo, com a intenção de virar a esquerda e seguir até a rodoviária. Foi quando Marcio recebeu a primeira ligação. O sujeito indagou sobre o carro e eu só escutei Márcio falando:

- Amigo, você deve está ligando pro número errado. Por acaso eu até tenho um gol, mas ele nunca foi virado, não. Certo. Tchau.

Quando estávamos parando o carro na Rodoviária, veio a segunda ligação. E veio a terceira. Na quarta, ele finalmente se enfezou:

- Meu amigo, que historia de carro virado é essa? Onde você conseguiu o meu numero de telefone? Diário de Natal? Vai tomar no cu, porra. Aqui não tem carro virado nenhum. Virado é o meu ovo.

E nas ligações seguintes, ele já atendia mandando o cara tomar no cu. Parou numa banca e comprou o jornal pra verificar os classificados. Constatando que de fato seu numero de telefone estava ali, automaticamente liga pra Alberto, pois sabendo que era o único que tinha dinheiro sobrando pra gastar com esse tipo de bobagem.

Escutando a risada de rapariga de Alberto, começou sua vingança, que consistia em minar a credibilidade do rapaz em todos os cantos que chegava, sem alarde, bem no estilo Márcio Careca. Devido a isso, nessa época, sem Alberto saber, qualquer coisa contada por ele tinha menos credibilidade do que um menino de dois anos.

Acredito que por causa de Márcio, quando Alberto dava bom dia, o povo olhava pro céu pra conferir se era dia mesmo e até hoje há quem acredite que Alberto nunca falou algo que fosse verdadeiro na vida.

Wednesday, April 24, 2013

A faixa na praça

Sem sombra de dúvidas, o cara mais sem noção quando se trata de brincadeiras se chama Alberto Campos, o nosso Jacaré. Ele não se contenta em fazer uma brincadeira que permaneça no nosso circulo de amizade. Ele quer que ela chegue à nível municipal, estadual e quiçá, federal, como foi no caso da Pegadinha do Mução, que armou pra mim.

Seguindo essa linha de raciocínio, um dos seus alvos prediletos foi o ilustre Marcio Robério, também conhecido como Marcio Coveiro e Marcio Careca, dependendo de quem seja o interlocutor.

Como era sabido por todos, Marcio era apaixonado por uma menina de nome Andréia, cujo sobrenome irei ocultar por motivos óbvios, deixando somente os mais íntimos por dentro.

O curioso foi que na época do plano de Alberto, Marcio já devia ter acabado o relacionamento com a menina ha uns quatro anos, pelo menos. O safado mandou confeccionar uma faixa enorme, que dizia: “Andréia Fulano, nunca deixe de te amar, do seu eterno Marcio Robério”.

Outro detalhe que aumentou bastante a adrenalina da brincadeira era que a menina estava com casamento marcado. Alberto arranjou para que a faixa fosse colocada na praça Pedro Velho, aquela do Palácio dos Esportes, de maneira que quem fosse pra dar uma volta na Praia do Meio[1] pudesse ver o conteúdo da faixa.

Fez isso e calmamente procurou saber onde estávamos bebendo, pois dia de sábado após o meio dia não tinha ninguém mais com intenção de permanecer sóbrio na cidade. Descobriu que estávamos na picanha do Quebra-osso, que na época era situada na Xavier da Silveira com a rua da Saudade, em Morro Branco.

Chegando lá, Alberto espera uma ida de Marcio ao banheiro sopra no meu ouvido disfarçadamente a historia, pros outros componentes da mesa não ficarem sabendo. Ele diz que vai ligar pro meu celular e que eu deveria simular que era alguém me ligando, contando que viu tal faixa.

Dito e feito. O meu telefone toca e eu finjo estar falando com alguém. E começo o teatro, falando em voz um pouco mais alta.

- O que? Marcio Careca fez isso? Ele disse que não tava nem ai pra essa menina mais. Meu irmão, estou besta aqui.

Márcio começa a fazer aquele gesto conhecido dele, de enxugar a cara com a mão aberta, começando na testa e chegando até o pescoço, e pergunta:

- Eu fiz o que, Cachorra? Quem ta falando ai? Que merda é essa?

Fiz sinal pra ele se acalmar e disse que estava pegando mais detalhes. Quando desliguei, o homem já estava colocando o coração pela boca. E contei-lhe, o que supostamente havia acabado de saber.

Falei que ele era um palhaço, que vivia alegando que não gostava mais dessa Andréia, mas no entanto, havia mandado fazer uma faixa pra ela. O bicho ficou branco.

- Que faixa é essa? Que porra de faixa é essa? Meu irmão, isso é presepada sua, Betão? Ele cantou logo a pedra, perguntando a Alberto.

Alberto negava, mas negava rindo feito uma puta ruim. E ainda sentenciou pra Márcio:

- Rapaz, se eu fosse você, eu me preparava, pois o noivo dela vai te dar um pau. Natal é um ovo e uma hora dessas, ele já deve estar sabendo com certeza.

Marcio Careca se levantou apressado e disse:

- Eu não quero nem saber quem colocou essa merda, eu vou é lá arrancar essa merda antes que ela me ligue, me esculhambando. Mas quem colocou essa porra não fui eu, eu juro.

Saiu em disparada pra Petrópolis. Nesse momento, Alberto faz seus contatos e pede pra arrancarem a faixa, antes que Marcio chegue ao local.

Depois de uma hora, o Careca volta ao Quebra-osso. E aí que reside o mistério dessa historia. Alberto alega que retirou a faixa antes do Careca chegar lá e deu um fim a mesma. Marcio alega que quando chegou ao local, retirou a faixa e tocou fogo. Como ninguém nunca viu a faixa, fica a palavra de um mentiroso contra o outro.

Se nunca existiu a tal faixa, o golpe foi mais perfeito ainda, pois causou o mesmo efeito na vitima sem o arquiteto do plano gastar nem um tostão. Esse era o grande Jacaré, antes de se tornar cubano e gastar seu tempo aprontando em outras paragens.

[1] Nessa época, era programa comum dos jovens dar um passeio pela orla na parte da tarde.