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Tuesday, March 26, 2013

Joãozinho tira onda

No aglomerado de gente que fica na rua central de Pipa sempre ocorrem situações inusitadas. Mas nada como essa que se meteu o rei das presepadas, João Antonio Rosário, o gigante mais conhecido como Joãozinho.

Era um final de semana de feriado e nem precisa dizer que Pipa estava lotada. Nesse cenário, um sujeito sozinho dentro de um carro tenta abrir caminho por entre os foliões que pela rua se acomodavam.

Andava um pouco e tinha que parar, pois sempre tinha alguém que não queria sair do meio. Um deles foi Joãozinho, pois o carro chegou bem perto da perna dele e ele não gostou. Foi falar com o motorista pra ter mais cuidado, de um jeito não muito delicado.

O cara também não gostou e Joãozinho aproveita-se de sua situação privilegiada e dá um tapão na cabeça do rapaz. Quando o mesmo começa a tirar o cinto de segurança pra descer do carro, Joãozinho corre pro outro lado e fica dando xauzinho e estirando o dedo pro cara. Não precisa dizer que a massa já começou a gostar e a dar risadas. Era tudo o que o palhaço Joãozinho queria.

O motorista do carro estava fervendo e se pegasse Joãozinho, o estrago ia ser grande. Começou então uma perseguição digna de desenho animado. Quando o sujeito chegava na parte da frente do carro, Joãozinho chegava na parte de trás. Ele invertia o sentido querendo pegar Joãozinho no contrapé, Joãozinho invertia também. Ficaram nessa até começarem a bufar de cansados. A platéia ia ao delírio.

Numa dessas passagens pelo lado do motorista do carro, Joãozinho observou que a porta estava somente encostada e num golpe rápido, abriu a porta, entrou dentro do carro e trancou-se lá dentro. Foi o apogeu. O dono do carro do lado de fora, exasperado, e Joãozinho dando o dedo pro cara e agarrando nos testículos e mostrando pro sujeito. Até um bundalelê o nojento fez.

O cara fervia. Joãozinho abriu um pouco o vidro e disse: “Se acalma, rapaz, que eu saio. Se tu ficar brabo aí eu não saio mais não e vou embora pra casa no teu carro. Se acalma, neném”. E mandava um beijinho pro elemento.

Foi preciso o cara se afastar bastante pra dar espaço pra Joãozinho sair, para que ele se sentisse seguro pra descer do carro e se jogar nos braços da multidão. Mas nem era preciso, nesse instante, até o dono do carro já havia se acalmado e compreendido que o palhaço-mor já estava dando seu show. Entrou no carro rindo e foi embora pra casa, debaixo ainda dos gritos e ovações.

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